Nosso film maker, Ronaldo D’Arcadia, conversou com o baixista da banda da Pitty, Joe, a respeito de seus instrumentos, tanto aqueles usados em estúdio quanto os que caem na estrada com ele. Veja abaixo um trecho do vídeo incluído na edição digital da revista (disponível para todos os nossos assinantes)...
... e uma amostra do papo que tivemos com ele:
Quais são os baixos que você usa nos shows e em estúdio? Quais foram os motivos que o levaram a fazer tais escolhas? Quais os tipos de madeiras usadas e os captadores?
Eu uso dois (Fender) Precision 78. Um é este aqui, preto (aponta um baixo de madeira escura pendurado na parede do estúdio), e o outro é um Antigua Boost, 78 também, que está sempre indo e voltando. Na verdade, depende do set up que eu estou usando, do amplificador que eu estou usando... Quando eu usava um outro modelo de amplificador, usava o outro baixo, que era mais grave, o Antigua, mas aí voltei a usar este aqui agora (novamente aponta o baixo de madeira escura), porque o setup mudou também. Este aqui é um Marcus Miller, um Jazz Bass que eu deixo mais aqui no estúdio para gravar.
Você fez alguma mudança nos captadores? Por que você optou por essas configurações nos instrumentos?
Não... O captador que eu uso nele é o original, no outro também. Na verdade, eu sou um pouco chato pra isso. Eu gosto de baixo de quatro cordas, gosto de Precision porque ele tem um som de baixo incrível, não tenho muita coisa assim pra falar sobre set up.
Você acha que o tipo de madeira chega a exercer influência sobre o timbre final para se fazer um som pesado ou isso depende mais da captação e dos amplificadores utilizados?
Não, não tenho problema nenhum com estas partes mais técnicas de instrumentos, não. O negócio é tocar, pegar e tocar! Se você perceber depois, eu uso quase tudo em flat, dou uma mexida aqui e ali, mas deixo o mais simples possível. Olha que legal: dois potenciômetros. Não tem nada melhor que isso. E deixo tudo original, apesar de algumas coisas estarem um pouco enferrujadas. Mas não é porque eu gosto, é porque não tem jeito mesmo.








