Ter, 24 de Novembro de 2009 13:03
Fernando Savaglia
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Aqui está a parte final da análise deste baixo.
Captação e controles
A captação do Milestone III é passiva, com dois captadores de bobina simples (single coil). Verifiquei que o espectro de frequência dos knobs não produziu nenhuma alteração abrupta quando utilizados. Ainda que aparentemente simples, a captação deste instrumento pode fornecer ao músico uma considerável gama de opções no que se refere a timbres.
Os três controles correspondem, respectivamente, ao volume do primeiro captador, volume do segundo e tonalidade (agudo/grave). A regulagem de altura dos captadores deve ser feita com uma chave Phillips tamanho 1/8.
Acabamento e opções
O Milestone III tem um bom acabamento, destacando-se a pintura dada ao instrumento. O escudo acompanha o design arrojado do corpo, e as tarraxas e ponte são cromadas. As cores disponíveis são preta, branca, sunburst, vermelho metálico e azul-escuro metálico. Outro detalhe importante é que existem as respectivas versões para canhotos.
Tocabilidade
O modelo testado foi regulado com uma ação baixa, facilitando a execução das técnicas de slap e tapping, mostrando ainda bom desempenho na utilização do pizzicato, não sendo constatado nenhum ruído ou problemas com desafinação.
Qua, 18 de Novembro de 2009 14:44
Fernando Savaglia (savagliabass@hotmail.com)
Corpo:alder
Braço:maple com escala em pau marfim.
Controles: individuais de volume e tone dos captadores.
Captadores: dois passivos, fabricados pela Peavey.
Corpo e braço
Levemente inspirado no Fender Jazz Bass americano, o corpo do Milestone possui um design com curvas acentuadas, principalmente na sua parte superior, proporcionando um bom grau de confortabilidade no posicionamento da mão direita. Segundo informações fornecidas pelo fabricante, o corpo foi construído em alder e, apesar do instrumento ser razoavelmente leve, o sustain proporcionado é satisfatório.
O braço, construído em maple, com escala em rosewood, se encontra parafusado ao corpo, contando com 21 trastes e marcadores de forma circular. O Peavey Milestone III vai agradar aos baixistas que procuram um instrumento com braço de largura reduzida, similar ao Fender Jazz Bass. Com relação à sua espessura, verifiquei que ela é proporcional à largura, tornando a execução bastante confortável.
Tarraxas e ponte
Ambas são fabricadas pela própria Peavey. Com relação à ponte, foi constatado um bom acabamento, bem como uma satisfatória junção com o corpo do instrumento. Não foram verificadas falhas com relação ao estiramento das cordas no conjunto ponte/capotraste. O sistema possui dois parafusos Allen para regulagem de altura das cordas, possibilitando assim um ajuste preciso do conjunto.
O instrumento vem acompanhado de duas chaves: uma Allen e outra específica para o ajuste do tensor. Este ajuste é feito por meio de um mecanismo situado no final da escala, similar ao Music Man, da Ernie Ball. As cordas são colocadas de maneira convencional, isto é, pela parte posterior da ponte. Qualquer ajuste de oitavas é feito com uma chave Phillips, deslocando o parafuso do cavalete para o ponto desejado.
Na próxima semana, trarei aqui a segunda parte desta análise.
Nosso especialista em equipamentos, Jota Jota, testou o novíssimo Eagle EGB 5000 e mostrou os resultados em uma matéria exclusiva para a Cover Baixo em sua edição 82. Leia um trecho da análise abaixo e assista a uma pequena parte do vídeo incluído na edição digital da revista (só para assinantes):
“O EGB 5000 faz parte de uma família que conta com os modelos EGB 4000 (quatro cordas) e EGB6000 (seis cordas). Ele possui duas características principais: a primeira é sua construção neck thru, na qual o braço passa por dentro do corpo do instrumento; a segunda, a captação que leva o nome de E-Plus (desenvolvida pela própria Eagle) que tem boa qualidade, dando um timbre diferenciado ao baixo.
O corpo do baixo é feito em piebald ash, tem um bonito corte de madeira e seu desenho tradicional traz muito conforto ao músico. Por ser uma madeira leve e ao mesmo tempo com um “super roncado”, dá ao instrumento qualidades que, no meu entender, logo vão dar muito o que falar.
O braço do Eagle tem cinco peças de madeira e sua escala é feita em rosewood com 24 trastes em alpaca. Seu headstock lembra um pouco o desenho do Yamaha TRB, com tarraxas na configuração 3x2. Seu nut é feito com um plástico duro e resistente.
Na parte de hardware, temos a ponte no modelo standard cromada, assim como os controles e as tarraxas die-cast (blindadas). Os controles estão divididos em Volume, Blend, Grave e Agudo. Eles controlam dois captadores humbuckers ativos, modelo Music Man”.
Ivan Barasnevicius continua a dar boas dicas para você tirar o melhor som deste amplificador
O amplificador tem uma chave de “mute”, que é bastante útil durante uma troca de instrumento no meio do show ou em uma gravação, pois, muitas vezes, mexer no botão de volume pode descaracterizar o timbre já conseguido para determinada música, o que significa horas de trabalho perdidas. Esta chave também é importante para checar a afinação sem fazer barulho.
Ao lado do “mute” existe um led que indica se houve saturação no amplificador de potência, o que também ajuda o músico a perceber caso o equipamento esteja sendo forçado, assim como o led do pré-amplificador.
No painel traseiro existe um jack de entrada dos alto-falantes. Você pode usar o cabeçote com outra caixa e vice-versa, ou mesmo somente os alto-falantes conectados a um outro amplificador, tudo de maneira bem simples, sem precisar “desparafusar” nada.
No mesmo painel traseiro há a chave “ground lift”, que serve para ligar a conexão do ‘terra’ ao “jack line out”, que reduz o ruído no circuito de aterramento. Normalmente, a posição “para fora” é a melhor. Outro recurso importante presente ali é a chave que seleciona se a equalização semiparamétrica estará presente na saída em linha. Ao lado dela, existe uma saída para ser usada com o afinador e a entrada para o footswitch, que possui um controle para ligar e desligar o equalizador.
Na parte central da traseira do Bassman há um botão para controlar o nível de volume da corneta (sim, também existe uma corneta!). Ao lado deste controle está o fusível da corneta para, obviamente, evitar sobrecargas à mesma.
Quando usar este amplificador com um baixo fretless, diminua a quantidade de médios e reduza um pouco o compressor.
Se você é daqueles que adora ter alguns equipamentos antigos em seu setup ou mesmo se recusa a trocar seu “velho companheiro de guerra”, Ivan Barasnevicius explica que existem alguns detalhes interessantes na hora de obter um melhor som deste conhecido amplificador, fabricado no México, com potência de 350 watts e dois alto-falantes de 10”.
De cara, você tem que saber que o espaço que existe entre o amplificador e a caixa é importante para evitar possíveis danos aos circuitos causados pelas vibrações dos alto-falantes. Depois, o painel de botões do ampli possui um recurso que permite ajustá-lo para ser usado com instrumentos ativos ou passivos e extrair o melhor em cada uma das situações.
O botão “gain” permite que o sinal enviado ao pré-amplificador seja ajustado. À sua direita existem dois leds: o superior indica se há distorção indesejada no pré-amplificador, enquanto que o inferior revela se existe nível de sinal suficiente na entrada. Esses leds são importantes para você saber se não está “forçando” seu equipamento ou se o seu instrumento, cabo ou pedaleira não estão com problemas no envio do sinal.
O “room balance” tem uma característica bastante interessante: quando girado em sentido horário, permite “deslocar” a equalização para a região de altas freqüências, o que pode ser bastante útil em ambientes com som opaco demais. Quando girado em sentido anti-horário, acentua as freqüências graves e isso pode ser necessário em locais onde os agudos ficam demasiadamente brilhantes. A chave “enhance” permite ao baixista tornar mais evidente os extremos da sua equalização, um recurso bastante útil na hora de tocar slap, já que você pode optar por acentuar mais as freqüências médias e agudas, o que certamente favorece a execução da técnica.
Não esqueça dos seis botões que controlam a chamada “equalização semiparamétrica”. Por exemplo: para os graves, há um controle para o nível de reforço das baixas freqüências e outro para ajustar qual a região dessas freqüências será afetada pelo controle anterior. O mesmo processo se repete com as freqüências médias e agudas. Além disso, o controle “eq gain” controla o nível do sinal do equalizador quando este estiver ligado. Assim, o instrumentista pode ajustar os volumes do Bassman com e sem o equalizador, para que ambos fiquem compatíveis. O equalizador semiparamétrico pode ser acionado pela chave disposta no painel e também pelo footswitch. Com o Bassman, é possível ter equalização para pizzicato ou para slap completamente diferentes.
Veja no vídeo abaixo o grande Artur Maia tirando um som neste amplificador.
Ainda esta semana, voltarei a apresentar mais dicas a respeito desse amplificador.