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Testamos a Staff Drum Dual Series e a Slim

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O nosso especialista Ricardo Goedert analisou e fotografou estas duas baterias eletroacústicas que propõem boas, audaciosas e inteligentes soluções. O resultado da análise está na nova edição da Batera, que já está nas bancas.

Abaixo, você vê o baterista e produtor Mike Maeda demonstrando a Staff Drum Dual Series:

... e a Slim Series:

A seguir, você lê um trecho da análise do Goedert:

A Dual Series tem o formato de uma bateria padrão e a Slim é um kit compacto, perfeito para ocupar pequenos espaços, sendo também extremamente prático para quem fica com a batera para cima e para baixo dentro do carro. Esta nova linha foi lançada no mês retrasado na Expomusic, mas antes disso tivemos o prazer de fazer um test drive no equipamento.

Para quem não conhece, a Staff Drum é uma empresa situada em São Paulo há mais de onze anos. Focada no mundo digital da bateria, são especialistas em baterias eletrônicas, triggers, módulos, interfaces etc. Desde então desenvolvem um respeitoso e elogiável trabalho em tudo que fazem. É incrível o carinho, comprometimento e “vontade de fazer mais” que a família Staff Drum tem. A todo o momento, eles vêm com alguma novidade legal, com inovadoras pesquisas e úteis desenvolvimentos. Sempre percebi que a Staff tem um talento especial – que, se for demasiado, pode se tornar um defeito - de não fazer os seus produtos iguais a todos os outros, buscando um diferencial, uma cara própria. Muitos foram os acertos e também outros erros, mas a Staff está sempre no caminho certo, pesquisando e buscando novas alternativas para a comunidade ‘baterística’. Há poucos meses, eles contratam o baterista Mike Maeda para ajudar no desenvolvimento e testes de seus produtos. Ele, juntamente com Roberto e Milton, é um dos “loucos” que toparam fazer algo realmente legal e inovador.

Vamos entender um pouco do conceito antes de abordarmos o produto. A idéia da Staff foi dar um outro passo no que foi feito há alguns anos com o mestre Dudu Portes, quando eles lançaram a caixa eletroacústica, que era vendida em pequenas e limitadas tiragens. Porém, a semente do grande mestre foi plantada e agora a Staff está expandindo a sua linha eletroacústica para um kit de bateria completo. A idéia foi criar um bom kit de bateria acústica que, ao mesmo tempo, pudesse funcionar como uma eletrônica ou mesmo misturando o som do trigger com os microfones, usando-a principalmente com a sonoridade original dos tambores. Ou seja, um kit de bateria verdadeiramente híbrido, que caísse bem em várias situações.

Em cada tambor há um trigger do modelo Powershot, instalado próximo à pele batedeira. Além de funcionar com a pele normal, ele é capaz de captar as batidas em uma pele silenciosa, tornando-se assim um kit ideal para tocar sem aporrinhar os vizinhos. Basta acoplar ao kit um módulo de bateria eletrônica, um fone de ouvido e sair para o abraço...

Leia mais na edição #142 da Batera

 

Evans para Caixa

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EvansNosso especialista Ricardo Goedert testou peles específicas para caixas - GENERA, GENERA HD, HD DRY, GENERA DRY, POWER CENTER, POWER CENTER REVERSE DOT E G1 COATED – da famosa marca e traz aqui os criteriosos resultados de suas análises.

Recebemos para testes algumas peles da Evans especiais para caixa, o tambor mais amado, colecionável e importante para a manutenção de um bom ritmo. Chutando por cima, existem mais de quinze peles da marca que fazem a função vocacional de servir uma caixa de bateria. Depois de uma triagem, selecionei os modelos mais bem falados e vendidos no mercado atual - em breve, faremos a segunda parte deste teste, na qual conheceremos os últimos lançamentos, ou seja, peles que foram lançadas após o advento destas que abordaremos aqui.

As peles selecionadas para este teste são Genera HD, HD Dry, Genera, Genera Dry, Power Center, Power Center Reverse Dot e G1 Coated. Mesmo estas peles sendo as mais vendidas da marca, ainda pairam muitas dúvidas na hora de escolhê-las. Por isso, faço um rápido review de cada uma a fim de ajudar a você, amigo leitor, na hora de escolher a pele ideal para sua caixa.

Testei todas estas peles apenas em um tipo de caixa - uma DW Edge, de 14”x7” -, pois não vi melhor opção para colocar à prova esses produtos. A DW Edge é uma caixa híbrida, com o casco em duas camadas de brass maciço nas bordas e uma camada bem espessa de maple entre as camadas de metal, sendo por natureza extremamente “espirrenta”, com muitos harmônicos, bem viva, com muito volume e “sobras”. Nada melhor que um “cavalo indomável”, que pesa mais de oito quilos, para testar todas estas peles.

Genera HD e HD Dry

Ambas possuem dois filmes, sendo que o superior tem 7,5 mil (sendo mil = unidade de medida para o milésimo de polegada) e inferior com 5 mil - há ainda um finíssimo anel abafador na borda, com 2 mil de espessura. A HD Dry, com todo este aparato “anti-sobras”, ainda conta com pequenos furos em toda a sua borda, fazendo com que a vazão de ar se torne maior. Com isso, o som da caixa se torna um pouco mais seco e “crocante”, se comparado com a Genera HD ou as demais peles sem ‘furinhos’.

A Genera HD, por sua vez, é um pouco mais grave e “entubada”. Estas peles são indicadas para bateristas que procuram o controle máximo dos harmônicos e overtones, assim como um alto poder de durabilidade. É o tipo de pele que salva o som de qualquer caixa, principalmente as mais simples e até mesmo as caixas "estragadas". Por outro lado, da mesma forma como “salva”, pode também “afogar” e esconder o som de uma belíssima caixa top de linha, ou seja, é uma pele ideal para quem quer ter um som de caixa sem erro, pronto, definido e com alta durabilidade. Sinceramente, a sonoridade com elas passa longe do meu gosto pessoal, mas o que importa realmente é a quantidade de pessoas que as procuram e gostam de tal sonoridade - a demanda é gigante e isso é o que importa.

Além da durabilidade, o filme duplo destas peles adiciona um ganho de freqüência grave bastante perceptível, já o pequeno anel abafador interno dá uma secada na vibração das peles junto à borda, segurando bem os overtones (harmônicos “sujos”). Adicionando um pouco mais de foco ao som das peles, perde-se um pouco em termos de volume e articulação, mas ganha-se bastante em grave, durabilidade e controle. A nossa caixa ficou com o som extremamente pronto, definido e focado - até uma caixa com tanta sobra ficou ‘pianinho’ na mão das Evans HD e HD Dry.

Leia mais na edição 141 da Batera

 

Pearl Deamon Drive P-3002D

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Pearl deamon Drive P-3002DO especialista Ricardo Goedert testou a nova linha de pedais eleva ainda mais o nível de um verdadeiro acessório top

É com grande alegria que Batera teve a honra de ser a primeira revista da América Latina - e uma das primeiras do mundo - a ter o privilégio de colocar as mãos neste pedal. Estamos com esta unidade de testes desde abril passado e agradecemos de antemão ao nosso amigo e “oráculo” Alessandro Bisetto, gerente da Pearl para a América Latina, que nos proporcionou uma bela experiência e, com toda boa vontade do mundo, nos trouxe pessoalmente esta que, até então, é a peça única no Brasil.

A Pearl lançou esta nova linha de pedais e a batizou como Demon Drive P-3000, nome este que não é nada santo, porém muito menos 'apológico' a ocultismos e religiões. A série é subdividida entre os modelos P-3002D (pedal duplo) e P-3000D (single). O lançamento deste modelo deu-se em janeiro passado na NAMM Show, a mais importante feira de instrumentos musicais do mundo, realizada anualmente nas cercanias de Los Angeles.

Mudando um pouco o foco do produto, mas não o conceito da concepção do pedal, há alguns anos conhecemos no mercado os adorados pedais da Axis Pedals, que possuem um conceito de construção, regulagem e funcionamento diferentes dos demais. Esse tipo de pedal sempre ofereceu o ápice em performance para quem toca muitas notas, caindo como uma luva para bateristas altamente técnicos, principalmente da a´rea do metal. A Pearl, para não ficar fora desse “filão”, muito bem construído e liderado pela Axis, decidiu entrar com o “pé na porta”, revitalizando tudo e deixando a sua versão deste “filão” sem cara de protótipo.

Assim como os pedais Axis, os Demon Drive são construídos em alumínio, um material extremamente leve e durável. Nele encontrei toda a leveza, velocidade, praticidade e precisão que conhecemos nos pedais Axis, mas com um upgrade geral muito considerável. Eles conseguiram pegar tudo o que a Axis fez de melhor e criaram um produto reinventado e potencializado. Podemos dizer que a Pearl se inspirou muito na Axis, para produzir um pedal com a cara dela, algo novo e em outro nível técnico de construção. O que vimos em nossos testes pode ser resumido em um pedal com a praticidade, segurança e robustez característicos da Pearl, muito bem mixado com toda a leveza, inovação e resposta de um Axis. O P-3002D é tão milimetricamente chamativo e interessante que se fôssemos destacar todos os seus pontos e detalhes, precisaríamos de uma revista toda para isto. Por isso, vamos nos ater a alguns detalhes breves e mais diretos.

De cara, percebi que ele vem muito bem acondicionado em um lindo hard bag (uma espécie de semi-case), bem parecido com o do Pearl Eliminator, com belas e discretas linhas alaranjadas. O visual do pedal, como um todo, é deslumbrante. Não teve uma pessoa que tenha visto este pedal em nosso showroom que não parasse para olhá-lo, perguntar sobre ele, encostar e querer saber mais a respeito. Realmente, o visual é impactante, desde o desenho da sapata até os batedores, passando pelo traction grip, o cardã etc. Ele é realmente muito bonito e bem acabado em cada milímetro de sua construção.

 

Leia mais na edição #139 da Batera & Percussão