
Muita gente ainda “baba” para ter um Peavey 5150 II EVH. Marco Collona explica tudo o que você precisa saber a respeito deste ícone construído em parceria com o próprio Eddie Van Halen.
“O cabeçote 5150 impressiona pelo tamanho e bom acabamento. Ele apresenta uma entrada (input), uma chave manual para selecionar os canais, leds indicativos do funcionamento do canal Clean e Lead, controle de Pre Gain (nível de entrada) e Post Gain (nível de saída), equalização, presence (brilho) e ressonance (acrescenta ou atenua freqüências graves) independentes para cada canal, chaves de Bright (brilho - freqüências agudas) e Crunch (adiciona um ganho, distorcendo um pouco).
Curiosamente, o modelo disponibiliza uma única entrada, mas a foto da capa do manual mostra duas (uma high gain e outra low gain). Segundo o fabricante, essa entrada está projetada para receber sinais de alto ganho (high gain). Para evitar ruídos, entretanto, recomenda-se a utilização de cabos com boa blindagem.
O som do canal Clean é agradável, mas precisa de um reforço nas freqüências graves. A relação sinal/ruído é bem baixa. Os potenciômetros dos controles proporcionam uma boa variedade de timbres. Mudando para o Crunch, o som fica “quente”. Com o uso criterioso de pedais (overdrive e distortion), consegue-se uma ótima sonoridade.
Passando para o canal Lead, tem-se um som moderno, que não agradará aos ouvidos de quem procura por timbres mais antigos. No entanto, é ideal para quem deseja aquelas sonoridades diferentes. Caso o usuário queira inserir algum pedal como boost, cuidados devem tomados, pois o excesso de sinal pode distorcer a entrada, tornando inviável sua utilização junto com esse canal.
Assim como o Bandit 112 Transtube, o 5150 II possui um item que todo amplificador deveria ter: a chave de ground (terra), fundamental para minimizar hums e ruídos gerados pela variação da rede elétrica e falta de bom aterramento. Na tampa traseira existe um suporte para enrolar o cabo de força, que é bem prático, mas que deve ser manuseado com cuidado. O 5150 EVH traz ainda o importante controle para ajuste de bias. De fácil acesso, ele torna mais prático o trabalho dos técnicos na busca pela melhor combinação de sons. Esse pequeno dispositivo é eficiente e também deveria existir em todos os cabeçotes valvulados.
O modelo tem um loop para que o usuário possa ligar efeitos - racks, pedais como chorus, delay, phaser, flanger etc, o que possibilita um melhor timbre -, duas saídas para caixas e o seletor de mudança de impedância. O footswitch, bastante protegido por uma embalagem de papelão, tem um acabamento muito bom, com três leds indicativos (Effects, Crunch e Channel) extremamente úteis, além de um cabo multivias para seu funcionamento.
A caixa 4x12” modelo 5150 EVH tem bom acabamento, timbre agradável e possui duas entradas distintas: uma XLR (balanceada) e outra jack para plug P10. Em relação à conexão do cabeçote com o jack da caixa, o cabo recomendado para essa função é um speaker cable (cabo para caixas - cabo paralelo) e não um cabo de instrumento. Curiosamente, um plug P10 Monster Cable (uma das melhores e mais usadas marcas de cabo do mundo) não entra no jack da caixa.
O 5150 II tem boa sonoridade clean/crunch e o canal lead proporciona distorção moderna. Os potenciômetros dos controles possibilitam uma grande variedade de timbres, mas o ampli necessita de um reforço nas freqüências graves".








